30 janeiro
5 março
singular
Tsuki !
os olhos que brilham cintilam no movimento de uma luz
iluminada, pintura que se revela no momento
faz-se fotografia em candeeiro, faz-se pintura em vela acesa, faz-se filme em poesia
desse agora
a leonor, com os seus olhos largos, pestanas acordadas, lábios carnudos e pele pincelada de um pêssego invisível, tocava numa paisagem - o monte elevava um pico, por um dedo forte. um antes convite de um todo em corpo que se fez dedo;
as bordas, com limites conhecidos, foram gestos de reconhecimento, uma lambidela de temperaturas. de chão-água, beira-rio, como pés que caminham descalços em água fresca, pedra e areia que escorre;
as placas mexem-se, o que o corpo não o fez a olho nú, e a ressonância cria encontros.
a paisagem foi mudando - já o que era visual, na chegada de um outro algo - rodou a cento e oitenta graus - virou som. a paisagem sonora atravessava uma outra temporalidade e velocidade.
quando o amadeirado e metálico deram por terminado em tonalidades graves e agudas, o fator surpresa aparece: como é possível a textura do toque de dedos na mão-leonor (nessa palma-centro de coração-pulsação) expandir tanto em som, nesse "abre dedos e agora fecha" em modo copa de árvore, numa reduzida velocidade, diferente na relação com a madeira e o metal?
a paisagem sonora shiftou. os pássaros - talvez pinceladas mais escuras que poisavam na mão - foram dedos;
os dedos foram corpo quando a dança se fez rui, e a paisagem sonora foi o mergulho, levando em vento e graffitando rui.
sim, as tais bordas espalmadas no chão, que pareciam intocáveis, foram montanha num pico a culminar no agora em corpo e em braços-pernas rui
o graffiti rasgado no papel-som, sacudido pelos metais, madeira e pele ajuntaram-se, relacionaram-se...
todo o olhar que atravessou o caminho do vácuo na sala branca penetrou o olhar rui, e toda a pincelada de paisagem sonora foi o cintilar de olhos-leonor deitada ao lado dessas orlas e beira-rio, areia, ser quadro sem moldura nem janela nem limites de periferia. era somente uma peça que se relacionou e nasceu assim, ressonância.
em relação, o coração-casa pareceu dar asas a continuar com paisagem sonora e visual
feedback EE da sexta-feira dia 17 de abril, 2026
patrícia barata - 19 abril 2026
feedback
EE 17 abril, com o rui e a leonor
o brilho passou a texturado, largando o cintilar e passando a ser dança de dedos - entre os dedos-mão sofia, e o anterior amadeirado são tronco-casca, pele-tecido; o henrique tocava na paisagem e sem o querer adentrou.
EE 22 maio
EE singular 28 maio, leonor
Decay2Matter
performance-instalação
dançamos com a luz,
com palavras,
com com com
EE singular, maria
- esse estar para nada / no feedback
- o ser parte de interagir no feedback
- o dar feedback
- o feedback tem as suas camadas,
e sem me aperceber, não sei, desconfio que o feedback tem não só a ver com o que vimos e sentimos, e tão importante também o sentir ao estar no campo m, no entanto tem esses layers que se navegam, talvez.
o papel que nos é dado, a caneta e lápis, o tamanho, o chão que nos acolhe, a mão que alternamos a escrever (ou não), o tempo dado, o tipo de letra, os desenhos que surgem, o recolhimento geral;.. e no próprio experimental: a luz que incide, o som que se escuta, a interação com o outro, o "erro", a "interferência", o cuidado, o "público", o gesto, a temperatura,... e no feedback falado, a escuta, o fazer por me escutar, o que cola antes e depois do dito no campo m para nos entendermos, o que sobra do silêncio; os papéis e o arrumar.